Aos dezoito.
Eu era uma criança introvertida, com poucos amigos e quase não falava na escola. Mas, aos dez, eu me transformei: virei uma garota comunicativa, simpática e que amava fazer amigos. Aos treze e quatorze, voltei a me fechar; era a época da pandemia. Mas, aos quinze, voltei a ser "eu mesma" (mesmo que, até hoje, eu não saiba muito bem quem sou.) Durante esses anos, eu perdi o medo da "exposição". As pessoas nascem, crescem e se vão. Para mim, é difícil entender quem vive com medo de ser "visto", percebido ou notado. Não vou ser hipócrita: tenho medo de que as pessoas saibam quem eu realmente sou, mas diria que o julgamento é uma dádiva que precede viver a sua própria essência. Todavia, viver a vida sendo quem você realmente é tem um preço alto e, muitas vezes, nós não estamos dispostos a pagá-lo. Aos dezoito anos, sinto que ainda não realizei sonhos de quando eu tinha doze ( e, aos doze, eu não tinha muitos sonhos.) Meu único objetivo de vida era ser fel...