Postagens

O fenômeno social da “mulher louca”.

Desde os primórdios, homens e mulheres eram tratados de maneiras diferentes, o que também se refletia na forma como seus sentimentos eram compreendidos e interpretados. Com a evolução da medicina, muitos estudos antigos deixaram de ser considerados válidos. Entretanto, suas repercussões, de maneira subjetiva, continuam a se perpetuar na sociedade. Na Grécia Antiga, muitos médicos, como Hipócrates, acreditavam na teoria do “útero errante”. Segundo essa teoria, o útero da mulher se movimentava pelo corpo, causando ansiedade, angústia e alterações emocionais. Com o passar do tempo, essa teoria foi desmentida. Entretanto, no século XVIII, na França e na Inglaterra, a histeria tornou-se um diagnóstico recorrente, fazendo com que inúmeras mulheres fossem internadas em manicômios e silenciadas de maneira forçada. Uma mulher poderia ser considerada “louca” por apresentar ansiedade, depressão ou, simplesmente, por estar insatisfeita com o próprio casamento ou por não corresponder ao comportamen...

Apenas descobrimos todas as faces das pessoas quando elas se afastam e não estão mais preocupadas em nos agradar.

Uma das coisas mais frustrantes da vida é perceber que aquilo em que acreditávamos, na verdade, não corresponde ao que idealizávamos. Essa perspectiva serve para todos os âmbitos: acadêmico, social, espiritual… O que mais causa desconforto nisso tudo é saber que, no fundo, ninguém deveria nos agradar. Passamos nossas vidas tentando agradar as pessoas, mas, quando percebemos que não temos a obrigação de corresponder ao que elas idealizam, entendemos que elas também não devem corresponder aos nossos pensamentos. Quantas vezes eu já não me decepcionei com alguém? Por alguns instantes, pensei que aquela pessoa nunca faria aquilo comigo. Então, refleti: a culpa era minha? Será que eu seguia algum tipo de padrão no qual deixava as pessoas me enganarem em minhas relações e, apenas quando elas tiravam suas máscaras, eu conseguia ver quem realmente eram? Ou será que elas apenas mudavam durante o processo em que estavam comigo? É uma incógnita. Se alguém quebra minha confiança, a culpa é da pess...

Por qual motivo eles te odeiam?

Por qual motivo eles te odeiam? E por que isso é tão importante para você? Desde pequenos somos ensinados (principalmente, ensinadAs ) a agradar as pessoas ao nosso redor. Precisamos ser úteis, amados, educados e receptivos. Crescer é perceber que agradar a todos é uma missão complexa . Ou talvez seja fácil, desde que você abra mão de si mesmo. Afinal, agradar o outro enquanto uma parte de quem você é anulada parece uma tarefa simples. Talvez seja por isso que crianças pequenas costumam ser vistas como tão agradáveis e bebês tão familiarizados: na maioria das vezes, elas não desenvolveram opiniões fortes, não questionam regras e nem os sistemas. Abro uma exceção para aquelas crianças que parecem nascer com o famoso “gene ruim”, responsável por torná-las “malcriadas”. São rotuladas por adjetivos que as transformam em crianças teoricamente "desagradáveis". É triste pensar que, desde muito cedo, somos julgados quando pensamos de uma maneira diferente daquela que nos foi ensinada...

Aos dezoito.

Imagem
Eu era uma criança introvertida, com poucos amigos e quase não falava na escola. Mas, aos dez, eu me transformei: virei uma garota comunicativa, simpática e que amava fazer amigos. Aos treze e quatorze, voltei a me fechar; era a época da pandemia. Mas, aos quinze, voltei a ser "eu mesma" (mesmo que, até hoje, eu não saiba muito bem quem sou.) Durante esses anos, eu perdi o medo da "exposição". As pessoas nascem, crescem e se vão. Para mim, é difícil entender quem vive com medo de ser "visto", percebido ou notado. Não vou ser hipócrita: tenho medo de que as pessoas saibam quem eu realmente sou, mas diria que o julgamento é uma dádiva que precede viver a sua própria essência. Todavia, viver a vida sendo quem você realmente é tem um preço alto e, muitas vezes, nós não estamos dispostos a pagá-lo. Aos dezoito anos, sinto que ainda não realizei sonhos de quando eu tinha doze ( e, aos doze, eu não tinha muitos sonhos.) Meu único objetivo de vida era ser fel...