Por qual motivo eles te odeiam?
Por qual motivo eles te odeiam? E por que isso é tão importante para você?
Desde pequenos somos ensinados (principalmente, ensinadAs) a agradar as pessoas ao nosso redor. Precisamos ser úteis, amados, educados e receptivos.
Crescer é perceber que agradar a todos é uma missão complexa. Ou talvez seja fácil, desde que você abra mão de si mesmo. Afinal, agradar o outro enquanto uma parte de quem você é anulada parece uma tarefa simples. Talvez seja por isso que crianças pequenas costumam ser vistas como tão agradáveis e bebês tão familiarizados: na maioria das vezes, elas não desenvolveram opiniões fortes, não questionam regras e nem os sistemas.
Abro uma exceção para aquelas crianças que parecem nascer com o famoso “gene ruim”, responsável por torná-las “malcriadas”. São rotuladas por adjetivos que as transformam em crianças teoricamente "desagradáveis". É triste pensar que, desde muito cedo, somos julgados quando pensamos de uma maneira diferente daquela que nos foi ensinada.
Para mim, existem três tipos de pessoas que não gostam da gente:
A primeira é aquela que não gosta porque, de alguma forma, fizemos algo que a machucou ou desagradou diretamente.
A segunda é aquela que ouviu histórias, versões ou boatos que não correspondem a quem realmente somos. Ou então viu uma atitude isolada nossa, sem conhecer o contexto ou tudo o que aconteceu por trás dela.
E, por fim, existe a pessoa que simplesmente não gosta de você. O famoso “o santo não bateu”.
Com o passar do tempo, percebi que fazia muita questão de agradar justamente as pessoas que não gostavam de mim. Existe até um termo para quem busca desesperadamente ser visto como alguém bom e agradável: a chamada “síndrome da boazinha”. É a necessidade constante de aprovação. Muitas vezes, o que está por trás disso é uma autoestima baixa, a sensação de nunca ter sido verdadeiramente aceito na infância ou o medo persistente de ser rejeitado.
Mas a verdade é que nem toda rejeição é um reflexo de quem somos. Talvez amadurecer seja entender que ser amado por todos nunca foi uma meta possível. O verdadeiro desafio está em continuar sendo quem somos, mesmo sabendo que isso desagradará algumas pessoas. Porque, no fim das contas, trocar a própria autenticidade pela aprovação alheia é uma negociação injusta. Você até pode conquistar a simpatia de todos, mas corre o risco de perder a única pessoa que deveria estar sempre ao seu lado: você mesmo.